quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Conflitos entre Árabes e Israelenses

     As guerras do Oriente Médio aparentam ser de caráter religioso, no entanto, são as disputas territoriais e econômicas que são a causa principal dos conflitos.

    O maior conflito da região ocorre entre os Árabes e Israelenses, sendo árabes os egípcios, palestinos, sírios, libaneses, jordanianos, todos eles tem em comum a luta contra Israel, mas que tem nos Palestinos o principal grupo rival de Israel. Essa disputa começou nos tempos Bíblicos quando Abraão, recebendo um chamado de Deus deixou a mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã, passando a ser a terra prometida dos Judeus. Abraão teve vários filhos, entre eles Isaque e Ismael dos quais descenderam Judeus e Árabes, respectivamente. O povo judeu foi libertado da escravidão do Egito que tinha durado 40 anos e se estabeleceu na antiga palestina ao lado do rio Jordão, formando o Império Judeu até a Mesopotâmia. Posteriormente, o Império Babilônico expulsou os judeus do território, que foram dominados pelos persas, depois pelo gregos e por último pelos romanos que promoveram a diáspora que foi a expulsão dos judeus, sobrando espaço para a ocupação dos palestinos na região. A Palestina é bem pequena, tendo aproximadamente 100 quilômetros de comprimento, mas é considerada terra sagrada tanto para judeus como palestinos. No final do Século XIX, surge o sionismo que foi um movimento de retorno dos judeus à Palestina provocando o início de muitos conflitos na região. O primeiro grande conflito entre judeus e palestinos ocorre em 1947, devido à criação do estado de Israel, que após a Segunda Guerra Mundial com o Holocausto necessitaram de uma pátria, forçando a ONU a criar, em 1947, o estado judeu, dividindo a região com 56 por cento do território para os judeus, 43 por cento para os palestinos, e o restante incluindo Jerusalém foi internacionalizado. Nisso, em 1948, quando o estado judeu é criado de fato, os palestinos se sentem prejudicados e recebem apoio de outros países da região para iniciar guerra contra Israel. Nesta guerra os palestinos perdem aumentando o território de Israel para cerca de 70 por cento da região e o restante sendo assumido pelos demais países da região, resultando em falta de pátria para os palestinos.

    Em 1956, ocorre a Guerra do Canal de Suez, provocado pela decisão do presidente egípcio de nacionalizar arbitrariamente o Canal que havia sido construído pela França e pela Inglaterra, que, em represália, recebe o apoio de Israel.

    Em maio de 1964 surge a OLP(Organização para a Libertação da Palestina), para tentar criar o Estado da Palestina, tendo em Yasser Arafat, seu líder.

   Em 1967 ocorre a Guerra dos Seis Dias, com Israel triplicando de tamanho incorporando cinco territórios que eram controlados pelos árabes, a Faixa de Gaza, Cisjordânia, Colinas de Golã, Península do Sinai (Egito) e Jerusalém Oriental.

    Em 1963 ocorre a Guerra do Yom Kippur, em que os árabes tentam retomar os territórios perdidos, com Israel vencendo novamente, no entanto, os árabes usam o aumento do petróleo para pressionar Israel e os Estados Unidos.

    Em 1978 Israel devolve para o Egito a Península do Sinai, mas essa não é uma área importante, por ser um deserto em que não moram Palestinos.

    Em 1987, ocorre a Intifada em que os Palestinos vão para a rua provocando as primeiras tentativas de acordo de paz por meio de Yasser Arafat lider da OLP, em que ambas as partes cedem, como exemplo, acordo de Oslo I, em que Israel se comprometeu a devolver a Faixa de Gaza e os Palestinos a pararem com os ataques terroristas, no entanto, os ataques continuaram.

    Para complicar a situação em 1995, um radical ortodoxo judeu assassina o primeiro ministro israelense, Isaac Rabin, acusando-o de traição à pátria judaica. Posteriormente o acordo de Oslo II é assinado em 1996, em que Israel prometia a devolução de terras em troca de paz aos palestinos e a saída das tropas de Israel da Cisjordânia, mas Israel foi retardando essa retirada por interesses de riquezas da região como água, além de ter muitos colonos judeus na região que não concordavam com a devolução das terras.

    Nesse período, assume o governo de Israel o primeiro ministro Ariel Sharon, que acaba com a política de devolução das terras aos palestinos em retaliação aos grupos radicais palestinos que não param de atacar Israel, além disso, constrói um muro na Faixa de Gaza, distanciando ainda mais as possibilidades de paz entre árabes e judeus.



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