quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estados Unidos: O Processo de Industrialização



Resumo



Os imigrantes britânicos que fugiram das perseguições religiosas ou más condições de vida na Europa se fixaram nos Estados Unidos na faixa do litoral do Atlântico, num trecho conhecido como Nova Inglaterra. Ali desenvolviam uma agricultura diversificada (policultura), em pequenas propriedades, na qual predominava o trabalho familiar. 

Essas pequenas propriedades camponesas estavam voltadas ao abastecimento do mercado interno em expansão, até para as cidades que começavam a surgir, como Nova York e Boston. Nestas cidades teve inicio uma atividade portuária teve inicio uma atividade manufatureira (indústria familiar).

Para ocupar o Oeste os Estados Unidos, no início do século XIX, após o processo de independência e da aprovação da Constituição que oficializava os Estados Unidos como um país, o presidente George Washington começou a incentivar a colonização das terras que estavam na faixa oeste do país, com a intenção de obter vantagens econômicas e políticas através da expansão territorial, baseado no argumento do “Destino Manifesto” em que os  Estados Unidos eram destinados por Deus a ocupar os territórios próximos ao Pacífico,  a chamada Marcha para o Oeste.

Organizou-se nas colônias do norte, uma colonização de povoamento, enquanto que no sul a colonização era de exploração. A economia do sul baseava-se na monocultura (grandes áreas agrícolas) e no trabalho escravo.
Enquanto isso, nas colônias do norte, os negócios se expandiam com rapidez e os capitais se concentravam nas mãos da nascente burguesia industrial e comercial. Com o tempo, os capitalistas do norte desenvolveram interesses próprios que se chocaram com os interesses britânicos(Inglaterra) e o resultado é conhecido, a independência em 1776.

A religião que se formou nos Estados Unidos pregava que a riqueza era bem vinda porque era fruto do trabalho, algo que incentivou a industrialização.

Outro fator que favoreceu o processo de industrialização foi o fato de o Nordeste dos Estados Unidos, além de estar próximo do Oceano – o que historicamente facilitava o transporte marítimo e o intercambio comercial -, dispunha de grandes jazidas de carvão e de importantes jazidas de minério.

Os grandes lagos favoreceram imensamente o transporte e, pouco a pouco, todos foram interligados por obras de engenharia – canais artificiais e eclusas -, comunicando-se com o Oceano Atlântico pelo Rio São Lourenço.

Pela razão já mencionada, a primeira região a se industrializar foi o Nordeste, onde durante muito tempo, determinados ramos industriais se concentraram mais em algumas cidades que em outras, definindo assim as “capitais”.

As grandes siderúrgicas concentraram no Estado da Pensilvânia, já as montadoras de automóveis se concentraram nos Estado de Michigan, especificamente na cidade de Detroit. As indústrias de máquinas e de material ferroviário se concentraram em Chicago. Nova York concentrou as decisões financeiras do país sendo a sede de diversas empresas. As indústrias de altas tecnologias se concentraram no Estado de Massassuchts.

Com o tempo ocorreu a desconcentração industrial sendo chamada de manufacturing belt, surgindo uma enorme quantidade de novos ramos e acessórios para atender a indústria sendo distribuídas pelo cinturão industrial na região norte do país. Após a manufacturing belt, a industrialização norte americana ganhava um novo conceito pejorativo, a “rust belt”, que é uma área de declínio industrial devido as diversas transformações tecnológicas que se estende de Nova York até o lago de Michigan.


Fonte: Livro Didático João Carlos Moreira e Eustáquio de Sene, Ed. Scipione, São Paulo 2009.
             Wikipédia  


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